Hoje é dia de ....


Dia Internacional do Estudante


Na Antigüidade, muitos povos já possuíam uma estrutura escolar. No Egito antigo, um pequeno grupo de jovens era preparado para integrar a classe dos sacerdotes e administradores, enquanto a maioria aprendia técnicas para o trabalho braçal. Na China, as crianças de famílias ricas eram educadas pelo chefe distrital. Na Grécia antiga, existia um sistema educacional não só para instruir e formar o cidadão, como também para preparar os jovens para os postos de guerreiros e soldados. Na Idade Média, entre os séculos V e XV, a educação escolar ficou vetada à população, pois ficou restrita às catedrais e aos mosteiros. No século XVI, a quantidade de escolas aumentou, devido ao humanismo, movimento que buscava novos horizontes por meio da ciência e da razão. Era exclusividade das elites, visto que os pobres só tiveram acesso ao ensino público depois de quatro séculos. No Brasil, o ensino começou em 1549, com a chegada dos padres jesuítas. Eles adaptaram o sistema de ensino europeu para dar aulas e propagar a fé católica. Assim, os primeiros estudantes brasileiros, os índios, aprenderam a ler, a escrever e a falar o português. Depois, foram criadas as primeiras escolas no Rio de Janeiro, na Bahia e em Pernambuco, para os filhos dos brancos, As escolas são diferentes em todo o mundo, visto que cada país escolhe o sistema mais adequado à sua cultura, às condições sociais da população e ao seu próprio desenvolvimento econômico. Num estudo sobre a qualidade do ensino, feito à pedido da ONU, as escolas norte-americanas, suíça e japonesa ficaram entre as dez melhores do mundo. Como a educação básica é obrigatória nesses três países, o índice de crianças e jovens que freqüentam a escola é quase total. A maioria estuda em escola pública. O ano letivo desses estudantes é de, no mínimo, duzentos dias, igual ao do Brasil, porém com maior carga horária, incluindo o sábado. Eles iniciam as aulas de manhã e saem à tarde; o horário aumenta nas séries mais avançadas. No Brasil, é alto o índice de repetência e de abandono escolar. Um aluno em cada quatro repete o ano antes de chegar à 5a série; cerca de 30% dos alunos abandonam a escola entre a 1a e a 5a séries. Há milhões de brasileiros que não sabem ler nem escrever, um número superior ao de habitantes de muitos países, embora tenha havido queda no índice de analfabetismo a partir de 1995.

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