Hoje é dia... 19/11/2009


Dia da Bandeira Nacional



A primeira bandeira a ser hasteada em solo brasileiro foi a de Portugal, criada em 1320: a bandeira da Ordem de Cristo, que tinha ao centro uma cruz de Malta.

A bandeira brasileira, criada por brasileiros como símbolo da nação, só surgiria mais tarde, em 1889. Houve, portando, cinco bandeiras no período colonial, uma durante o império e duas na fase republicana:

1139-1521: a primeira do reino de Portugal, hasteada nas naus do descobrimento.
1521-1616: do reinado de D. João III.
1640-1669: do reinado de D. João IV, marca o fim do domínio espanhol.
1669-1816: do reinado de D. Pedro II, de Portugal, incorpora o verde da Ordem de Avis.
1816-1822: do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, época de D. João VI.
1822-1889: do império, criada pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret.
15 a 19/11/1889: dos Estados Unidos do Brasil, inspirada na bandeira norte-americana.
19/11/1889: a atual, adaptada a partir da imperial, com lema positivista.

A Bandeira Nacional, adotada pelo decreto no 4, de 19/11/1889, com as modificações feitas pela lei no 5.700, de 1o/9/1971 e no 8.421, de 11/5/1992, deve ser atualizada, de acordo com esta, sempre que ocorrer a criação ou a extinção de estados.

Antes, o retângulo verde e o losango amarelo representavam as Casas Reais de Bragança e Hadsburgo-Lorena. Hoje, representam, respectivamente, nossas florestas e a riqueza mineral de nosso solo. O círculo azul e a faixa branca se referiam às cores da bandeira lusa, do período de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. Hoje, simboliza nosso céu estrelado e a paz.

As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, observado na cidade do Rio de Janeiro, às 20h30 do dia 15 de novembro de 1889; devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. Caso haja novos estados, estes serão incluídos no círculo azul, abaixo da faixa branca, sem afetar a disposição estética original estabelecida no anexo do decreto no 4, de 19/11/1889, com as alterações das já citadas leis. Serão suprimidas as estrelas correspondentes aos estados extintos, permanecendo uma para representar o novo estado, resultante de fusão, caso haja.

A faixa branca com o dístico "ORDEM E PROGRESSO", grafado em letras verdes, corta a esfera azul diagonalmente, de baixo para cima. Essa faixa significa o equador, por isso existe apenas uma estrela colocada acima dela, no hemisfério norte, a Spica, que representa o estado do Pará, localizado quase totalmente acima da linha do equador.

Na época da criação da bandeira nacional, havia territórios que, hoje, são estados e aparecem como estrelas, no círculo azul, exceto Fernando de Noronha, que foi incorporado ao estado de Pernambuco. O estado de Mato grosso foi desmembrado em Mato grosso e Mato Grosso do Sul e o estado de Goiás, em Goiás e Tocantins. Em razão disso, há hoje, na nossa bandeira 26 estrelas que representam os estados e uma que representa o Distrito Federal.
O projeto da bandeira brasileira foi aprovado e entregue ao pintor Décio Vilares, que o executou acrescentando-lhe o dístico positivista e a constelação do Cruzeiro do Sul.

O catedrático de astronomia Manuel Pereira dos Reis foi responsável pela localização das estrelas.

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