sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Árvores Generosas - 04/12/2009

Árvores generosas
A gratidão é uma rara virtude. É comum as pessoas guardarem mágoas por muitos anos de coisas desagradáveis que vivenciaram. Mas se esquecem, com rapidez, das dádivas que lhes foram ofertadas, ao longo da vida. Isso nos recorda de uma história simples e fantasiosa, que chegou a ser tema de um filme de curta-metragem, chamado A árvore generosa. É a história de uma árvore que se apaixona por um garoto. Moleque, ele se balançava nos seus galhos. Colocou um balanço e imaginava voar, balançando-se sempre mais alto, mais alto. Subia nela, até o topo, para ver à distância, imaginando que a árvore era um navio e ele estava em alto mar, à busca de terras a serem descobertas. Na temporada das frutas, ele se servia das maçãs, deliciando-se com elas. Cansado, dormia à sua sombra. Eram dias felizes e sem preocupações. A árvore gostava muito dessa época. O menino cresceu e se tornou um rapaz. Agora, por mais que a árvore o convidasse para brincar, ele não ouvia. Seu interesse era angariar dinheiro, muito dinheiro. A árvore generosa lhe disse, um dia: Apanhe minhas maçãs e as venda. O jovem aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz. Por um largo tempo, ela não o viu. Ele se transferiu para outros lugares, viajou, angariou fama e fortuna. Quando ela o viu, outra vez, sorriu, feliz e o convidou para brincar. Contudo, ele agora era um homem maduro. Estava cansado do mundo. Preocupações lhe enrugavam a testa. Tantos eram os problemas que nem ouviu o coração da árvore bater mais forte quando ele se encostou, de corpo inteiro, à sua sombra, para pensar. Queria sumir, desaparecer, desejando em verdade fugir dos problemas. A árvore generosa lhe sussurrou aos ouvidos e agora ele ouviu: Derrube-me ao chão, pegue meu tronco e faça um barco para você. Faça uma viagem, navegando nele. Ele aceitou a sugestão e a árvore tornou a se sentir feliz. Muitos anos se passaram. Verões de intenso calor, primaveras de flores, invernos de ventos e noites solitárias. Finalmente, o homem retornou. Estava velho e cansado demais para brincar, para sair em busca de riqueza ou para navegar pelos mares. A árvore lhe sugeriu: Amigo, fui cortada, já não tenho sombra. Sou somente um toco. Que tal sentar e descansar? O velho aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz. * * * Fazendo uma retrospectiva de nossas vidas, comparando-as com a da árvore e do menino, é possível que nos identifiquemos em alguns pontos. Quantas árvores generosas tivemos na vida? Quantas nos deram parte delas para que crescêssemos e pudéssemos alcançar nossos objetivos? Quantas árvores generosas nos sustentaram nas horas difíceis, alimentando-nos com seus recursos? Foram muitas, muitas mesmo. Se as fôssemos enumerar todas, talvez não coubessem seus nomes em uma só folha de papel: pais, amigos, irmãos, vizinhos, colegas. Por isso, essa é uma homenagem de gratidão a todas as árvores generosas dos nossos caminhos. A todos os que foram sustento, abrigo, aconchego, fortaleza. Obrigado, amigos. Obrigado, Senhor da Vida.
Pastéis de Nata - 04/12/2009

Pastéis de Nata
Preparo: 45 minutos + o tempo de forno
Rendimento: 6 unidades
Ingredientes
150 gramas de massa folhada congelada
Recheio (mais cremoso):
9 colheres (sopa) de açúcar
½ litro de creme de leite fresco
9 gemas
Recheio (mais firme):
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres e ½ (chá) de leite
2 colheres (chá) de açúcar
açúcar de confeiteiro e canela em pó a gosto
8 gemas
1 ovo
Modo de Fazer
Descongelar a massa folhada à temperatura ambiente de acordo com as instruções da embalagem. Reservar.Recheio (mais cremoso):Peneirar as gemas numa tigela refratária, Juntar o açúcar e o creme de leite e bater até obter uma mistura homogênea. Em seguida, levar ao fogo em banho-maria e cozinhar, mexendo sem parar, até obter um creme encorpado. Retirar do fogo e deixar esfriar. Abrir a massa numa superfície lisa com um cilindro até formar um retângulo de 30 cm x 40 cm, de espessura bem fina. Com um cortador circular de 7 cm de diâmetro, cortar 6 círculos. Dispor os círculos em 6 fôrmas para empada com capacidade para 150 ml cada uma. Apertar bem com as pontas dos dedos, retirar o excesso, dispor em uma assadeira de 23 cm x 33 cm e distribuir o creme sem encher até a borda. Levar ao forno por 45 minutos, ou até a massa ficar levemente dourada e o recheio um pouco firme. Retirar do forno. Servir os pastéis ainda quentes e, se preferir, polvilhar açúcar e canela em pó.Recheio (mais firme): Dissolver a farinha em ½ xícara (chá) de leite, despejar numa panela e juntar o leite restante. Misturar bem e levar ao fogo baixo até ferver. Retirar do fogo e reservar. Em outra panela, misturar o açúcar e 1 xícara (chá) de água e levar ao fogo, sem mexer, até obter ponto de fio fraco. Retirar do fogo. Despejar, aos poucos, batendo sempre, a calda de açúcar no leite. Misturar bem e deixar amornar por 15 minutos. Reservar. Enquanto isso, peneirar sobre uma tigela as gemas e o ovo. Bater com um batedor manual até obter um creme esbranquiçado. Despejar, sem parar de mexer, o creme de ovos sobre a mistura reservada. Bater bem até obter um creme homogêneo. Ligar o forno à temperatura alta. Abrir a massa numa superfície lisa com um cilindro até formar um retângulo de 30 cm x 40 cm, de espessura bem fina. Com um cortador circular de 7 cm de diâmetro, cortar a massa em 6 círculos. Dispor em 6 fôrmas para empada com capacidade para 150 ml cada uma, apertar bem com as pontas dos dedos e retirar o excesso. Colocar as fôrmas em uma assadeira de 23 cm x 33 cm e distribuir o creme até encher a borda. Levar ao forno por 40 minutos, ou até a massa ficar levemente dourada e o creme ligeiramente escurecido. Retirar do forno e servir os pastéis ainda quentes. Se preferir, polvilhar açúcar de confeiteiro e canela em pó.
Dia dos Trabalhadores em Minas de Carvão - 04/12/2009
Dia dos Trabalhadores em Minas de Carvão
A humanidade utiliza o carvão desde o século II a.C. Embora seja o mais poluidor dos combustíveis fósseis, continua a ser explorado como fonte de energia, prejudicando a saúde de milhares de pessoas que trabalham nas minas subterrâneas, em condições precárias. Devido ao aumento de gases no ambiente de trabalho, seus pulmões são afetados, levando-as à morte precoce. Durante séculos, o carvão foi a grande matéria-prima da economia industrial e importante fator para a organização da classe operária em sindicatos, haja vista a repercussão internacional dos movimentos de classe efetuados pelos mineiros de carvão da Rússia, da Suécia, do País de Gales, do Chile e do Brasil. Com o advento da Revolução Industrial, em 1760, aproximadamente, houve a substituição da mão-de-obra manual pela tecnologia. Tal fato fez do carvão um combustível de uso doméstico. Em decorrência disso, os níveis de emprego reduziram-se. Hoje, os mineiros de carvão representam 0,1% da força de trabalho do mundo todo. Têm de lutar sozinhos contra a sua exploração, pois não contam com o apoio da opinião pública mundial. Continuam a expor a própria vida nesse trabalho, visto não haver opção para sua sobrevivência.
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