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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Terceiro Disco: Ideologia





A AIDS se manifestou em 1987;

Cazuza foi internado com pneumonia, e um novo teste revelou que o cantor era portador do vírus HIV. 

Em outubro, Cazuza foi internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, para ser tratado por uma nova pneumonia. 

Em seguida, ele é levado pelos pais aos Estados Unidos. Lá, foi submetido a um tratamento a base de AZT durante dois meses no New England Hospital, de Boston. 

Ao voltar ao Brasil no começo de dezembro de 1987, Cazuza inicia as gravações para um novo disco.



Ideologia de 1988, inclui os hits "Ideologia",



"Brasil"




e "Faz Parte Do Meu Show". 



"Brasil", em versão de Gal Costa foi tema de abertura da telenovela Vale Tudo, da Rede Globo e ganhou premio Sharp por melhor musica do ano e melhor composição pop-rock do ano (Cazuza, George Israel e Nilo Romero).

Os shows se tornam mais elaborados e a turnê do disco Ideologia, dirigido por Ney Matogrosso, viajou por todo o Brasil

Quarto Disco Solo - O Tempo não pára - Cazuza

O Tempo Não Pára, gravado no Canecão durante esta turnê, foi lançado em 1989.



O disco se tornou o maior sucesso comercial superando a marca de 500 mil cópias vendidas. 

A faixa "O Tempo Não Pára" tornou-se um de seus maiores sucessos.




Também destacam-se "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" com um novo arranjo mais introspectivo, 




"Codinome Beija-Flor" 





e "Faz Parte Do Meu Show". 



"O Tempo Não Pára" também foi lançado em VHS pela Globo.

Burguesia - Quinto Disco Solo - Cazuza

Em fevereiro de 1989 Cazuza declarou publicamente que era soropositivo, ajudando assim a criar consciência em relação à doença e aos efeitos dela. 

Compareceu na cerimônia do Prêmio Sharp numa cadeira de rodas, e recebeu os prêmios de melhor canção para "Brasil" e de melhor álbum para Ideologia. 



Burguesia (1989) foi gravado com o cantor numa cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida.




É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. 

Burguesia foi o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias. Cazuza recebeu o Prêmio Sharp póstumo de melhor canção com "Cobaias de Deus".

Segundo disco solo - Só se for a dois

Gravou o segundo álbum no segundo semestre de 1986; 
como a Som Livre rompeu com seu elenco de artistas, Só Se For A Dois foi lançado pela PolyGram (agora Universal Music Group) em 1987.




Logo depois, a PolyGram contratou Cazuza. Só Se For A Dois mostrou temas românticos como 
"Só Se For A Dois",




 "O Nosso Amor A Gente Inventa", 





"Solidão Que Nada"





 e "Ritual".


Morte e Legado de Cazuza



Em outubro de 1989, depois de quatro meses a base de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza partiu novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990 voltando assim para o Rio de Janeiro.

No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. 

No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre parentes, amigos e fãs.


O caixão, coberto de flores e lacrado, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho.

Cazuza foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Sobre o tampo de mármore do túmulo aparece o título de seu último grande sucesso, "O Tempo Não Para", e as datas de seu nascimento e morte. Em sua lápide nada consta além de seu famoso codinome.

No ano seguinte, foi lançado o álbum póstumo Por aí.







Em apenas oito anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes.

Após sua morte, os pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, em 1990. A Sociedade Viva Cazuza tem como intenção proporcionar uma vida melhor a crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer. Em 1997, a cantora Cássia Eller lançou o álbum Veneno AntiMonotonia, que traz somente composições de Cazuza.

As canções de Cazuza já foram reinterpretadas pelos mais diversos artistas brasileiros dos mais diversos gêneros musicais. A Som Livre realizou o show Tributo a Cazuza, em 1999, posteriormente lançado em CD e DVD, do qual participaram Ney Matogrosso, Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Arnaldo Antunes e Leoni. No ano 2000 foi exibido no Rio de Janeiro e em São Paulo o musical Casas de Cazuza, escrito e dirigido por Rodrigo Pitta, cuja história tem base nas canções de Cazuza. Em 2004 foi lançado o filme biográfico Cazuza - O Tempo Não Pára de Sandra Werneck.

Em 30 de novembro de 2013, seu pai João Araújo, que era presidente da Som Livre, veio a falecer, vítima de uma parada cardíaca, aos 78 anos de idade.

Cazuza - Primeiro Disco Solo - Exagerado

Como teremos outros especiais ainda em nosso blog, optei por deixar o período Barão Vermelho de Cazuza para um outro especial, dedicado exclusivamente a Banda.

Primeiro Disco Solo



Exagerado e Só Se For A Dois

Em outubro de 1985, Cazuza é internado para ser tratado por uma pneumonia. Cazuza exigiu fazer um teste de HIV, do qual o resultado foi negativo. 

Em novembro de 1985 foi lançado o primeiro álbum solo, Exagerado. "Exagerado", a faixa-título composta em parceria com Leoni, se torna um dos maiores sucessos e marca registrada do cantor.

A canção "Só As Mães São Felizes" foi vetada pela censura.




Continuando nosso especial Cazuza


Infância e adolescência

Filho de João Araujo (1935-2013), produtor fonográfico e de Luzinha Araújo (1936), Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Agenor, seu verdadeiro nome foi recebido por insistência da avó paterna.

Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu nome de batismo, por isso não respondia à chamada na escola. Só mais tarde, quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, por um erro do cartório), é que Cazuza começa a aceitar o nome.

Cazuza sempre teve contato com a música. Influenciado desde pequeno pelos grandes nomes da música brasileira, ele tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Era também grande fã da roqueira Rita Lee, para quem chegou a compor a letra da canção "Perto do fogo", que Rita musicou.
Cazuza cresceu no bairro do Leblon e estudou no Colégio Santo Inácio até mudar para o Colégio Anglo-Americano, para evitar reprovação. Como os pais às vezes saíam à noite, o filho único ficava na companhia da avó materna, Alice.

Por volta de 1965 começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó. Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. A mãe, Lucinha Araújo, também cantava e gravou três discos.

Em 1972, tirando férias em Londres, Cazuza conheceu as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, e logo tornou-se um grande fã. Por causa da promessa do pai, que disse que lhe presentearia com um carro caso ele passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso três semanas depois. Mais tarde começou a frequentar o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia. 

Assim, João Araújo criou um emprego para ele na gravadora Som Livre, da qual foi fundador e presidente. Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fez triagem de fitas de novos cantores. Logo depois trabalhou na assessoria de imprensa, onde escreveu releases para divulgar os artistas.

No final de 1979 fez um curso de fotografia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos. Lá, descobriu a literatura da Geração Beat, os chamados poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira.

Em 1980 retornou ao Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador.Foi nessa época que Cazuza cantou em público pela primeira vez. O cantor e compositor Leo Jaime, convidado para integrar uma nova banda de rock de garagem que se formava no bairro carioca do Rio Comprido, não aceitou, mas, indicou Cazuza aos vocais. Daqueles ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho.

Grandes Sucessos!

Cazuza (1958-1990) foi um cantor e compositor brasileiro, um dos maiores ídolos da geração do pop-rock dos anos 80. 

“Exagerado”


“Codinome Beija-flor”


“Brasil”



"Faz Parte do Meu Show”


são alguns dos seus grandes sucessos.

Cazuza: Que Saudade de Você!

Queremos criar uma rotina no blog para agradar cada vez mais nossos seguidores:

Em um dia da semana teremos o dia da saudade, onde falaremos da biografia de um grande cantor, fazendo um passeio pela discografia daquele artista.

Hoje vamos começar com Cazuza.





Cazuza (Agenor de Miranda Araújo Neto) (1958-1990) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 04 de abril de 1958. Filho de João Araújo, produtor fonográfico e da cantora Lucinha Araújo, cresceu no meio artístico convivendo com grades cantores da Música Popular Brasileira.




depois de muito tempo.....